Em Roma…

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… faça como os romanos.

É um dito recorrente nos meus textos e, até mesmo, em conversas formais e informais. O mesmo acontece com: “Não vista a camisa da empresa. Vista a sua camisa!”. Parecem paradoxais? Ao pé da letra são, mas se olharmos com cuidado…

Recentemente recebi um texto do Max Gehringer, que falava que o funcionário não é contratado para discutir as decisões do chefe. É uma verdade, não é mesmo, ainda que nada impeça que ele dê sugestões para melhorar o entrosamento da equipe, o ambiente de trabalho, o acompanhamento de projetos e tudo que possa melhorar a sua vida na empresa e claro, trazendo benefícios para a empresa. Mas vejam, são sugestões. Não é pra ficar malhando o chefe — líder, pajé, cacique ou qualquer outro nome — na hora do café, pois isso não trará qualquer tipo de crescimento.

As vezes o funcionário cai nas graças do chefe e, as vezes, o que era um bom funcionário…

Antigamente, era comum utilizarmos uma expressão chula para designar quando o namorado já estava sentindo-se “em casa”, na casa da namorada. Dizíamos que “ele já estava mijando com a porta aberta”. Isso, na verdade, é uma situação perigosa, pois apesar da liberdade, ele continua em Roma, e como diz o ditado…

Na empresa também é assim. Não é porque caímos nas graças do nosso superior que vamos nos achar o «bam, bam, bam» ou vamos começar a puxar o saco do chefe, na vã esperança de sermos mais agraciados. Na verdade continuamos sem quaisquer prerrogativas, comparado aos demais funcionários; não temos que vigiar quaisquer outros para ver se estão fazendo o trabalho; não somos fiscais. Continuamos o mesmo empregado. Continuamos a vestir a nossa camisa.

Todo e qualquer lugar onde exercemos as nossas funções, são locais de aprendizados, de crescimento, seja pelo mau ou bom exemplo que nos apresentam. Vamos bem aproveitar o nosso dia-a-dia, na convivência com chefes e colegas. Só assim teremos a humildade de em Roma, agirmos como os romanos.

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