Uma história

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Há muito que não escrevo um texto no Natal. Não é nem falta de inspiração, mas falta de paciência. Escrevia muito nessa época, mas por algum motivo, não planejado, passei a tentar fazer, ao invés de desejar. Nesse ano, que está iniciando sua jornada para ceder lugar ao próximo, o 2013, decidi escrever.

Foi um ano onde pouco, muito pouco deu certo para mim, apesar dos meus esforços. Mas escrevo esse texto, justamente para falar sobre isso.

Lancei livro e narrei histórias; e não nego que tenham sido feitos memoráveis, pelo menos no meu caso. Mas enxerguei, apenas, o meu pífio retorno. Dói, um pouco, quando decidimos investir todo tempo que temos em uma atividade e não alcançamos o que pretendíamos. Assim tem sido, ano após ano, desde a decisão de assumir o ofício de escritor e, depois, o de narrador de histórias.

Uma comunidade que começou sem grandes aspirações, que debate literatura, conta, hoje, com mais de 2000 participantes após 2 anos e 10 meses. E são profissionais gabaritados. É uma comunidade linda e ativa.

Novas pessoas que conheci e que tive o privilégio de poder, de alguma forma, colaborar, me lembram que é melhor tentar fazer do que apenas desejar e esquecer. Várias pessoas que, sem saberem, muito me ajudaram nesse ofício de escrever, eu tenho a grande satisfação de agradecer publicamente.

Esse foi um ano onde a revolta no meu coração imperou. Somos humanos; está certo, mas eu não tinha direito a tanta revolta. Com certeza, na hora de pesar na balança, eu, descaradamente, roubei com o dedinho, forçando a balança para o outro lado. Acho que eu estava errado na enorme maioria das vezes.

É, acho que vocês já perceberam que está acontecendo um grande exame das atitudes que tive. Com terceiros, certamente, mas principalmente comigo. Sempre, tenham certeza, pagamos “o pato” pelas nossas ações e atitudes.

Não pretendo mais me alongar, mas precisava colocar isso pra fora, para o mundo, para o meu mundo.

Um beijo enorme no coração de todos vocês, que a Mãe Natureza mantenha sobre vocês o Manto Verdejante do Amor, da Benevolência, do Perdão e da Paz.

Boas Festas a todos.

Silvio T Corrêa

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